Mural da Árvore topológica na CSU

Pintei semana passada um mural no departamento de matemática da CSU (Colorado State University). Tive que criar algo divertido e figurativo mas que também representasse topologia (uma das áreas da matemática). Coloquei umas raízes quadradas mas aparentemente era  uma metáfora tão básica que nenhum dos matemáticos sacou. Risos.

Foi MUITO divertido.

- 5 horas de planejamento no papel e no Photoshop
- 27 horas de pintura
- 6 dias no total

Live figure drawing

Participei de uma atividade realizada pelo coletivo Downtown Artery em Fort Collins há 2 semanas. Acho que não treinava croquis com modelos vivos desde a faculdade. Eram turnos de 1, 5, 15 e 30 minutos e foi um evento muito proveitoso! O Downtown Artery é composto por artistas bem diversos (pintores, ilustradores, designers, fotógrafos, músicos, editores de vídeo, etc) e todos que conheci foram muito amigáveis e receptivos comigo. :)

Abaixo alguns dos meus croquis.

Capoeira e sketches em Boulder

Desde que cheguei no Colorado, tenho praticado capoeira com o Grupo Canavial. As aulas são todas as segundas, terças e quintas. Somando o meu sedentarismo parcial do fim de ano, o ar mais rarefeito de Fort Collins e o treino super puxado, o resultado foram dores corporais por 1 semana. Agora já estou mais acostumado com a altitude da cidade e o corpo já dói bem menos (também tenho praticado yoga e natação pra complementar a semana). A ginga foi fácil de lembrar das 2 aulas que tive no colegial, alguns outros movimentos são mais difíceis mas acho que estou aprendendo bem, gosto da dificuldade e do desafio. O Grupo Canavial é muito amigável e geralmente às quintas saem pra comer algo após o treino. Depois de 3 semanas falando quase que exclusivamente inglês, é bom poder conversar com o Mestre Lucas, brasileiro residente de Loveland, em português de vez em quando. 

Fim de semana passado teve um curso especial na cidade de Boulder (1h de carro de Fort Collins) e fomos lá acompanhar. Eu não pratiquei. O corpo estava doendo e resolvi dar uma trégua aos músculos por 2 dias. Aproveitei pra rabiscar os praticantes. Foi mais difícil do que eu esperava. Os movimentos são muito rápidos e é preciso muita agilidade no traço pra conseguir fazer sketches mais "bonitinhos". Estes abaixo são os que salvaram. O evento estava bem cheio e também tirei algumas fotos.

Boas festas!

Bruno, Pedro, Ana, Tom, Gabe, Lino e Juca desejam boas festas pra todos vocês que fizeram da HQ Torta de Climão muito mais do que ela esperava ser! Vocês ahazaram! As tirinhas continuam ano que vem enquanto um gibi do Torta está sendo planejado para chegar com tudo na mão de vocês! 
As novidades dessa nova fase do Torta serão postadas aqui blog (assine o feed pra receber as novidades por email alí do lado>) e no instagram (www.instagram.com/krisbarz)!
Muito obrigado pelo apoio! 

Kris ;)

Torta de Climão na parede de um amigo

Há alguns dias estive em São Paulo e pude rever grandes amigos meus. Aproveitei pra desenhar os personagens Gabriel e Lino na parede do apartamento do meu amigo Boris, que me hospedou muito bem!

Estarei em São Paulo de novo em janeiro. Alguém aí tem uma parede branquinha para o Juca, Bruno, Ana, Tom ou Pedro? Hehehe

:)

Ilustras para site de games

Fiz alguns personagens para a seção de news do site inglês especializado em games Mangotron

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Links: http://mangotron.com/news-with-ron-rues/

http://mangotron.com/zo-e-introducing-the-future-of-video-games/

http://mangotron.com/agent-rum-moore-bringing-you-video-game-rumours/

O hospital dos mortos vivos

"Estava em um lugar parecido com um hospital abandonado no meio de um matagal, longe de qualquer grande cidade. Procurava alguma coisa, mas não sei o que era. O silêncio do lugar só era interrompido pelo barulho das lâmpadas fluorescentes, que falhavam e piscavam, tornando o lugar ainda mais assombroso, somadas ao sangue escorrido por algumas paredes. 

Desci uma escada e fui andando muito devagar em frente a uma porta que estava aberta, o que foi aos poucos possibilitando ver o que havia dentro da sala: a imagem de uma mulher de jaleco com o rosto desfigurado, em pé e viva, braços e ombros pesados, rosto um pouco inclinado para cima, cabelos pretos e lisos. O que sobrava do semblante era sem alma, inóspito e ao mesmo tempo desesperado. Veio em minha direção com intenção de me machucar. 

Sem pensar duas vezes, me segurei na barra de metal acima da porta e chutei-a no rosto. Grunhindo estranhamente, aquela coisa caiu no chão, o que me deu tempo de fechar a porta e trancá-la para dentro.

Naquele momento, percebi que algo ruim iria acontecer comigo. Comecei a ouvir barulhos parecidos vindos de longe. Corri e desci mais escadas me perguntando se o sangue dela havia respingado na minha pele. 

Cheguei numa área grande, parecida com um hangar muito escuro, que estava com as portas abertas. Não enxergava quase nada. O breu só não era completo pois a luz do dia vinha do lado de fora. Ainda não podia sair dali pois não havia encontrado o que tinha ido buscar. A luz de fora começou a ser encoberta por dezenas, não, centenas de vultos! Mesmo não conseguindo distingui-los direito por causa da luz, sabia que eram seres como aquela mulher. Um arrepio gelado percorreu a minha espinha.

Aquele amontoado de mortos-vivos começou a correr desordenadamente na minha direção e eu corri para uma porta lateral, diferente de onde tinha vindo. O que eu procurava podia estar lá, mas teria que passar por alguns deles, que corriam muito rápido. O desespero crescia a cada barulho gutural que eu escutava. Peguei impulso em uma pequena construção de cimento para passar por cima dos que estavam no meu caminho, mas acabei ficando no meio de alguns. Chutes, ponta pés, rostos assustadores e a porta lateral cada vez mais perto…"

 

...Aí eu acordei! 

Esses meus sonhos me dão cada cagaço, mas eu adoro meu inconsciente cinematográfico. 

Fiz um sketch do que sonhei. Detalhe: eu nem curto coisas de zumbis.

Viagem à China pt4 - Os imperadores gays, base militar chinesa, praia e trabalho

Esse é o último post falando sobre o que conheci e vi na minha curta viagem à China.

Fui a um ponto turístico chamado Tianya Haijiao (O fim do mundo e a curva do mar), uma praia muito bonita. O local estava lotado de turistas, a maioria chineses. Novamente, alguns chineses pediram para tirar foto comigo por não verem sempre ocidentais loiros por lá. Engraçado e estranho. Pra retribuir o embaraço, pedi pra fazer a mesma coisa, mas foi tudo muito na brincadeira e dando risadas, eu não entendendo o que falavam, e eles não entendendo meu inglês.

Muitos casais visitam essa praia para tirar fotos com a Pedra do Amor ou passam a lua de mel por lá. Diz a lenda que um casal apaixonado pertencente a dois clans diferentes era perseguido por causa da sua união. Quando chegaram nas enormes pedras presentes na praia, se jogaram ao mar, sacrificando-se em nome do seu amor. Locais acreditam que desse gesto surgiram duas enormes pedras. Essa lenda me lembrou muito a lenda de Naipi e Tarobá, do surgimento das Cataratas do Iguaçu, pois tem alguns pontos em comum, mesmo sendo de povos de lados opostos do planeta. Ambas falam de amor, sacrifício e seres humanos transformando-se em elementos da natureza. 

Em Sanya também há uma suposta base militar secreta chinesa, lí sobre isso antes da viagem. Alguns satélites descobriram enormes construções na região da praia, um pouco ao leste da cidade, parecendo ser uma enorme zona portuária com navios de guerra. O Pentágono, intrometido e com medo da China ameaçar a soberania americana na região entre China e Oceania, pediu explicações ao governo chinês, que simplesmente ignorou o governo americano. Eu não pude ir nesse local, pois não é ponto turístico e não tinha muito tempo livre lá, mas quem sabe numa próxima vez. Leia mais e veja fotos de satélites aqui.

O trabalho

No dia seguinte pela manhã  foi o seminário para o qual fui convidado. Tudo muito pontual, organizado. Os chineses sabem muito bem tratar quem é de fora e, conversando com uma pessoa de lá, supostamente é parte da vontade que vem desde lá de cima (governo) em impressionar os estrangeiros, como se fosse uma certa "exibição" para que vejam que o país é muito bom. Se isso é verdade, eu não sei, mas fui muito bem tratado sim. O seminário foi interessante, durou algumas horas, tive que falar por alguns minutos sobre criação de mascotes (detalhe que eu não havia preparado nada, pois não sabia que deveria falar, mas foi divertido) e pude conversar com muita gente da área de design e ilustração. Depois do seminário corri para fazer as malas, fazer checkout e almoçar com alguns dos designers, a prefeita e outras autoridades. O almoço foi, novamente, super diferente, com pratos bem exóticos. Um costume que percebi é que os chineses levantam de seus lugares/mesas para brindar com outras pessoas. Servem apenas alguns mls na taça, o equivalente a 1 ou dois goles, pois ao brindar ("Ganbei!"), deve-se beber tudo num gole. Aí você volta pro seu lugar, come mais um pouco, serve mais um tiquinho de vinho, levanta, conversa e brinda de novo. E assim vai a noite inteira. 

Os imperadores gays, a liberdade sexual

Algo que realmente me surpreendeu foi conversar com algumas pessoas (uma em especial, super querida e prestativa) sobre homossexualidade no país. Soube que muitos dos imperadores chineses tinham relações abertamente homossexuais, principalmente na Dinastia Han (200a.C>220d.C). Essas informações não estão nos livros de história, mas diversos estudos e documentos históricos as comprovam. Em certos períodos isso não era visto nem como uma abominação, apesar de eventualmente haver represálias à prática. Relações homossexuais são comumente chamadas de duànxiù que significa algo como "rasgando/cortando a manga", referindo-se à história do imperador Ai'di, da Dinastia Han, que cortou a manga do seu roupão, sobre a qual dormia seu adorado amante, Dong Xian, para não acordá-lo. Leia mais aqui.

Duànxiù

Duànxiù

Fiquei sabendo de um morador da capital que em Beijing e grandes capitais é comum ver casais homossexuais de mãos dadas pelas ruas e que as pessoas pouco se importam com orientação sexual, cada um vive a sua vida. Obviamente devem haver exceções como em todo lugar, mas saber disso me surpreendeu. Conheci também uma chinesa casada que tem um relacionamento aberto e esse tipo de informação me causou uma ótima impressão da China. Talvez meu conhecimento sobre o país fosse tão raso que eu não esperava todo esse vanguardismo. Enfim, foram alguns poucos dias surpreendentes, em muitos sentidos e espero voltar em breve pra conhecer o resto do país. Obrigado, China! "Xiexie"!

Kris